segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Açaí

O Açaí, Sua História e Seu Papel na Nutrição



O Euterpe oleracea Mart. ou açaizeiro é uma palmeira cujo fruto é o Açaí. É uma espécie nativa da Amazônia, encontrada em terrenos de várzea, igapós ou terra firme. No Brasil, consome-se o palmito de açaizeiro ou mesmo o fruto, que é utilizado na forma de sucos, vinhos, sorvetes, cremes ou mesmo na forma in natura (Silva e Silva et al, 2007). O açaizeiro pode ser utilizado não só na alimentação, mas também na produção de celulose, fabricação de ração animal, medicina caseira e corante natural. No entanto, o fruto e o palmito (substituto do palmiteiro) são o potencial econômico deste vegetal.



A obtenção da polpa do fruto é feita de forma artesanal e com baixo índice tecnológico. Esmaga-se e filtra-se o fruto, através de peneira fina, utilizando-se água em quantidades variadas, dependendo do produto desejado (Pereira et al, 2002).



Na Amazônia, a forma mais tradicional de consumir o açaí é gelado com farinha de mandioca ou tapioca. Um peixe assado ou camarão podem acompanhar. Mas o suco grosso, na forma de creme acompanhado de frutas como a banana, com granola ou até mesmo batido com iogurte natural, são outras maneiras deliciosas de consumir este alimento.


A produção de Açaí no Amazonas está na ordem de 1.100 toneladas, com valor de aproximadamente R$635mil por ano, segundo dados do IBGE em 2002. Mas o cultivo deste alimento tem saído dos limites da Amazônia, e crescido em outras regiões do Brasil, e o Pará é o principal produtor atualmente



O açaí é considerado um dos frutos mais nutritivos cultivados na Amazônia. De acordo com Pereira et al (2002) a polpa do açaí é fonte de α-tocoferol (vitamina E), fibras, cálcio, magnésio e potássio. Destaca-se quanto ao teor de lipídios, fornecendo aproximadamente 65% das necessidades de um homem adulto. São ácidos graxos de boa qualidade, 60% monoinsaturados e 13% polinsaturados. Já o fornecimento de proteínas varia entre 25-65%. No entanto, é pobre em açúcares totais.



Informações nutricionais por 100g de polpa de açaí
Calorias 490kcal
Proteínas

13g
Lipídios
48g
Açúcares totais
1,5g
Fibra


34g



Cálcio
286mg


Ferro
1,5g


Potássio
932mg


Fósforo
124mg



Magnésio

174mg

Vitamina E

45mg


Fonte: Embrapa, 2007






O açaí é fonte de antocianinas, pigmentos naturais, pertencentes à família dos flavonóides e responsáveis pela coloração do açaí e por seu poder antioxidante.


A pasteurização (procedimento para esterilização por aquecimento e resfriamento rápido do líquido) da polpa de açaí é imprescindível para a segurança do produto, visto que doenças por protozoários podem ser transmitidas devido à falta deste cuidado. A Doença de Chagas é um exemplo. Transmitida pelo inseto barbeiro, o protozoário Trypanossoma cruzi, entra na corrente sangüínea causando infecções e até morte. O barbeiro faz ninho nas folhas do açaizeiro e quando é feita a colheita, o inseto é levado junto com o fruto e triturado na produção da polpa. Estima-se que, a cada ano, 33 mil pessoas sejam infectadas pela doença, principalmente na ingestão de açaí ou caldo de cana. A maior incidência está no norte do país, região onde o consumo de açaí é alto (Jornal UnB, 2005; Jornal UNICAMP, 2005).



Desta forma, a pasteurização do açaí antes da sua venda é necessária, visto que só o congelamento do produto não mata o protozoário. É preferível, portanto, não comprar a polpa de açaí se não souber se esta sofreu a pasteurização.



O açaí é uma gostosa mania nacional de grande importância na economia de nosso país. É altamente nutritivo, porém é calórico (devido ao alto teor de lipídeos), devendo ser consumido em quantidades moderadas.





quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A Cor do Verão: Como a Nutrição Pode Ajudar no Bronzeado

Com a chegada da estação mais quente do ano, os ânimos se elevam e a vontade de estar com corpo bronzeado também aumenta. É tempo de sol, praia e piscina e por isso, os cuidados com a saúde da pele devem ser redobrados.







Muito se fala sobre os perigos da exposição excessiva ao sol e as pessoas acabam se esquecendo de que o sol é um grande aliado do nosso organismo. São os raios ultravioletas B os responsáveis pela transformação da 7-dehidrocolesterol em colecalciferol, a forma da vitamina D que é absorvível pelo organismo. (BANDEIRA et al., 2006). A vitamina D, juntamente com o cálcio e o fósforo, é responsável pela manutenção de ossos e dentes saudáveis. Também é essencial para a diferenciação celular, para a manutenção funcional das membranas, assim como para as funções de vários órgãos , inclusive pele, músculos, pâncreas, nervos, glândula paratireóide e sistema imunológico. (MAHAN e STUMP, 2005)






No entanto, é bem verdade que o sol também pode levar a efeitos deletérios ao homem. A exposição excessiva causa queimaduras, envelhecimento precoce e câncer de pele.






É possível adquirir um bronzeado sem agredir a pele e a saúde?






A nutrição pode ser aliada à beleza da pele e garantir um bronzeado saudável, mais uniforme e duradouro.






Alguns nutrientes e substâncias presentes nos alimentos estão fortemente associados à renovação celular, pigmentação e foto proteção da pele. Abaixo se destacam os principais e os seus respectivos benefícios:






•Carotenóides: são pigmentos de plantas, amarelos, laranjas e vermelhos. Há mais de 600 encontrados naturalmente. Estudos têm mostrado um efeito fotoprotetor, reduzindo a sensibilidade da pele às queimaduras solares (BOELSMA et al., 2001; ALALUF et al., 2002). Este efeito pode estar relacionado à sua capacidade de estimular a produção de melanina.


Fontes alimentares: vegetais folhosos verde-escuros, nos vegetais e frutas amarelo-alaranjados (as cores mais escuras estão associadas a níveis mais altos de carotenóide) - cenoura, espinafre, abóbora, damasco, batata doce, mamão.






•Vitamina A: atua na produção de pigmentos visuais, diferenciação celular, desenvolvimento e manutenção do tecido epitelial. Essas funções podem ser satisfeitas com a ingestão de carotenóides (pró-vitamina A).


Fontes alimentares: origem animal, fígado, leite e ovos.






•Vitaminas C e E: poderosos antioxidantes, reduzem o efeito do oxigênio livre (radicais livres) produzidos pela radiação solar. Retardam o envelhecimento da pele.


Fontes alimentares: laranja, limão, acerola, kiwi, abacaxi (vitamina C); amêndoas secas, óleos vegetais, abacate (vitamina E).






E como agem as cápsulas que são vendidas em farmácias? Funcionam?

Estudos propõem que o uso de cápsulas e/ou suplementação de carotenóides e vitaminas (A, C e E) possam atuar na foto proteção, com diminuição do grau de vermelhidão após a exposição solar e manutenção de uma pele mais saudável e jovem.






Em um estudo, pacientes ingeriram cerca de 3mg de caroteno e 3mg de licopeno e não apresentaram descoloração da pele quando comparados ao grupo controle sem suplementação (GOLLNICK et al).






Assim, a exposição moderada ao sol, sobretudo evitando os horários compreendidos entre 10 e 16 horas traz benefícios à saúde e ainda auxilia o bronzeado tão desejado no verão. Associe aos ao banho de sol, uma dieta com alimentos ricos em vitaminas com propriedades antioxidantes (C e E) e ricos em carotenóides, que irão conferir proteção à sua pele e bronzeamento gradativo com foto proteção.





sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Tire Todas as Suas Dúvidas Sobre a Água

Tire Todas as Suas Dúvidas Sobre a Água


Por que a água é vital para o organismo?


A água é essencial para que outros nutrientes funcionem apropriadamente dentro do corpo.

As principais funções são:
•Fornecer material as células e proteger os tecidos corporais;
•Controlar a pressão do corpo, ou seja, a manutenção do balanço apropriado entre a água e os eletrólitos;
•Fazer parte do sangue. É o maior meio de transporte de oxigênio, nutrientes, hormônios e outros componentes das células. É também transportadora de produtos indesejáveis que são eliminados pelos rins;
•Participar das funções dos nossos sentidos como, por exemplo, visão e audição. Os olhos também são envolvidos por líquidos, que refletem a luz;
•Regular a temperatura corporal. A água é o maior constituinte do suor. Através da evaporação da pele, ocorre a dissipação do excesso de calor.


Quanta água circula no corpo?
Em média, possuímos 70% de água no nosso organismo. Por exemplo, uma pessoa que pesa 60kg, deve ter mais ou menos, 42 L de água em sua constituição.

Quanta água é gasta normalmente em um dia?

Excreção


Urina 1200 ml


Fezes 100 ml


Suor 400 ml


Pulmões 300ml


Total 2000 ml



Qual é a ingestão diária de água indicada

Aproximadamente 2L, o que representa 8 copos médios.




Chás e sucos são substitutos?
Sim, mas é válido lembrar que sucos, além de água também tem calorias. Com relação aos chás, opte pelos de ervas ou chá descafeinado, que são ótimos hidratantes.


Boas opções para sua hidratação: sucos diluídos em água (maracujá, abacaxi, caju, etc), sorvetes de frutas, café ou chá descafeinados, sportdrinks, limonada, sopas, chás de ervas, frutas e hortaliças aquosas.






O que e melhor: água fervida, filtrada, mineral, aromatizada?
Todos os tipos de água são bons, contanto que estejam livres de microorganismos e contaminantes. Deve ser fervida ou filtrada.

As águas minerais tem propriedades?
Água mineral contém no mínimo 500mg de minerais por litro, mas não possui nenhuma propriedade especial. Água mineral com gás, assim como todas as bebidas gaseificadas, são contra-indicadas para pessoas com distúrbios gastro-intestinais, pois, na maioria dos casos, elas contribuem para agravar o problema. A água sulfurosa ou alcalina sulfídrica, brota de fontes termais e tem a propriedade de ser anti-ácida, laxante e desintoxicante. É indicada para gastrite, úlceras e prisão de ventre.





E se a pessoa não tem uma boa hidratação, quais as conseqüências/complicações?

As situações são diversas: intestino preso, celulite, problemas renais, pele e cabelos ressecados e desidratados. Em casos extremos, pode levar até a morte.






E os casos de quem tem a ingestão de água limitada como, por exemplo, quem faz diálise?


Os pacientes em diálise possuem insuficiência renal, ou seja, o rim não trabalha direito, e com isso, existe a dificuldade de excreção da água. Se o paciente ingere quantidade acima da capacidade de excreção, ele retém desencadeando edema (inchaço).






O excesso de água pode prejudicar?
O excesso de água será eliminado pelos rins, não chega a ser prejudicial, apenas uma sobrecarga para o sistema renal. Em casos extremos o excesso pode provocar um sério desequilíbrio de vitaminas e minerais. A pessoa deve deter-se a tomar a quantidade adequada de acordo com sua necessidade.






Quais os principais aspectos que devem ser levados em consideração na hora de comprar a água?


A água deve manter suas características organolépticas, ou seja, deve estar inodora, insípida e incolor. Portanto, na hora de comprar, lembre-se sempre de conferir essas características. É importante também observar o estado de conservação das embalagens e se a garrafa ou copo está devidamente lacrada.






O que fazer para aumentar a minha ingestão de água?


•Obrigue-se a tomar água;

•Deixe sempre uma garrafinha na mesa do escritório, na sala de aula, no carro, etc;


•Acompanhe todas as refeições e lanches com um pouco de água (nessa ocasião, no máximo um copo, pois o excesso pode atrapalhar a digestão);

•Observe sempre a cor da urina, quanto mais escura e concentrada, maior a necessidade de se tomar água;






Comece o dia com um copo de água... e nunca chegue ao final dele com menos de 8 copos...





terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Conhecendo: Frutas secas usadas no natal

Damasco
Calorias & Nutrientes - Propriedade dos Alimentos


Valores Nutricionais
Seco
Kcal: 238
Carboidrato: 61,80
Proteína: 3,66
Gordura: 0,46
Fibra: 7,80
Colesterol: 0

 X (versus)

Fresco
Kcal: 48
Carboidrato: 11,10
Proteína: 1,41
Gordura: 0,39
Fibra: 1,80
Colesterol: 0

Também conhecido como abricó, é uma fruta pequena e arredondada, com casca e polpas amarelas, ligeiramente rosadas ou alaranjadas. Esta fruta pertence a mesma família do pêssego, mas é de menor tamanho, sabor macio e polpa menos suculenta. O damasco pode ser consumido fresco ou seco.
Destaque Nutricional: Rico em vitaminas A e B, além de conter ferro em sua composição.


Amêndoa
Calorias & Nutrientes - Propriedade dos Alimentos


Valores Nutricionais
Porção: 100 g
Kcal: 640.4
HC: 19.6
PTN: 18.6
LIP: 54.1
Colesterol: 0
Fibras: 7.2

Há dois tipos de amêndoas: a doce e a amarga. Somente a primeira é usada na cozinha. A amêndoa amarga contém ácido cianídrico (que lhe dá sabor amargo), uma substância que pode provocar intoxicações. O fruto de forma alongada, casca dura, cor bege e polpa amarelada.

Destaque Nutricional: rica em gorduras e vitaminas do complexo B, além de alguns minerais como fósforo, cálcio e ferro.

Uva Passa
Calorias & Nutrientes - Propriedade dos Alimentos


Valores Nutricionais
Porção: 100 g
Kcal: 299
HC: 71.4
PTN: 2.3
LIP: 0.5
Colesterol: 0
Fibras: 3.47

Se compararmos as frutas secas com as naturais, poderemos perceber que as frescas são menos calóricas.

Portanto, uma dica agora final de ano é preferir as frutas frescas. Além de menos calóricas, por ter mais água dão maior sensação de saciedade! 

Um abraço, e um feliz natal para todos! 

Até o próximo post!
Lorena Rigo Almeida- Nutricionista Clínica



sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Quais alimentos fornecem mais saciedade: sólidos ou líquidos?

Sopa? shake? salada? fibras? cereais... existem diferença entre consistência da dieta e sensação de saciedade?

Evidências sugerem que alimentos na forma sólida geralmente produzem maior sensação de saciedade do que na forma líquida. Isso porque os alimentos sólidos passam por maiores etapas de degradação enzimática, bacteriana e mecânica, proporcionando maior sinalização de saciedade do que os alimentos líquidos. Além disso, os alimentos sólidos podem conter maior teor de fibras do que na forma líquida, e isso pode contribuir para o aumento de saciedade e perda de energia durante a absorção.







Outro fator importante é que a ausência da mastigação durante a ingestão de líquidos diminui o tempo de exposição aos receptores orofaríngeos, que controlam dos centros da fome e da saciedade.


Assim, é possível que o trânsito rápido de líquidos através do estômago e intestino possa levar a estimulação reduzida de sinais de saciedade e menor percepção cognitiva do conteúdo energético.






Além disso, a composição de macronutrientes presentes nos alimentos também é um dos fatores principais na influência da saciedade. As proteínas são os nutrientes mais sacietógenos, em segundo lugar estão os carboidratos e, por último, os lipídios.

 





quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O Que Comer Antes do Treino?

O Que Comer Antes do Treino?



Os objetivos das refeições pré exercício:
 

Prevenir a hipoglicemia e os sintomas relacionados a ela.

Evitar a fome antes ou durante o exercício

Fornecer energia para o trabalho muscular durante o treinamento, melhorando assim, a performance.

Fornecer líquidos para iniciar o exercício num estado completamente hidratado.

Dicas gerais:


•É importante lembrar que as refeições antes do exercício devem ser uma extensão do programa de treinamento. Então, o melhor plano a ser seguido é consumir alimentos que você gosta e que sejam fontes ricas de carboidratos, especialmente complexos (batatas, arroz, pães).


•Também é importante que essas refeições sejam pobres ou moderadas em proteínas e gorduras. Os carboidratos permanecem no estômago por menos tempo do que as proteínas e gorduras por serem rapidamente digeridos e absorvidos, devido a este fato é que são considerados o combustível ideal para o trabalho muscular.


•Alguns alimentos ricos em fibras, como as frutas e as hortaliças cruas, as castanhas, as sementes e os farelos, não são recomendados neste momento pois podem causar desconforto intestinal.


•Seja cuidadoso com alimentos ricos em açúcar, como mel, balas, doces e refrigerantes. O mesmo cuidado é válido para os alimentos com alto índice glicêmico (sorvete com leite, melancia, açúcar refinado). Esses alimentos podem provocar um aumento rápido da glicose sangüínea provocando uma resposta imediata da insulina. Como conseqüência, você pode ter hipoglicemia e sensação de fraqueza durante o treino.


•Os alimentos fontes de carboidratos mais indicados para esta refeição são aqueles ricos em amido, como massas, pães, tubérculos, arroz, bolos e biscoitos simples.

Escolha os melhores alimentos para os horários certos:


Horário Sugestões de alimentos


3 ou mais horas antes Suco de frutas ou de hortaliças, frutas frescas, pães, biscoitos e bolos simples queijo ou carne magra, iogurte desnatado, cereal com leite desnatado, batata assada, massa com molho de tomate.


2 a 3 horas antes Suco de frutas ou de hortaliças, frutas frescas, pães, biscoitos e bolos simples (sem cobertura adicional).


1 ou 2 horas antes Suco de frutas ou de hortaliças, frutas frescas e pobres em fibras, como ameixa, melão, cereja e pêssego.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Óleo de Coco

Conhecendo o Óleo de Coco



O coco é bastante difundido no Nordeste brasileiro e seu óleo, rico em TCM (triglicérides de cadeia média) é amplamente utilizado pela indústria alimentícia. A gordura bruta de coco foi bastante utilizada no passado sendo posteriormente substituída na culinária por óleos vegetais industrializados e margarinas.






O óleo de coco é um derivado da massa do coco, rico em gorduras saturadas. Em relação à sua produção, o óleo de coco é extraído a frio, pois como todo óleo que passa por processo de hidrogenação, como no caso das margarinas, também o de coco, se industrializado e muito aquecido, torna-se rico em gorduras trans, que causam oxidação e prejudicam o equilíbrio do perfil lipídico do sangue. A vantagem das gorduras saturadas, como a de coco, é que são as mais resistentes à oxidação e mais estáveis ao calor. Portanto, podem representar uma opção interessante para uso culinário.






Geralmente os óleos vegetais são compostos basicamente de ácidos graxos de cadeia longa e armazenados no organismo como gordura corporal, ao contrário do óleo de coco, que é utilizado como energia para o metabolismo. Isso porque, apesar de o óleo de coco ter em sua composição uma elevada concentração de ácidos graxos saturados, estes, são de cadeia média, apresentando então, comportamento metabólico diferenciado em virtude de suas características estruturais. Os triglicerídeos de cadeia média (TCM) apresentam fácil metabolização e baixa capacidade de oxidação, tanto no ambiente quanto no organismo. Sendo assim, não representam um fator de risco cardiovascular e, ao contrário, podem exercer um efeito protetor.






Com as novas constatações científicas foi possível verificar que uma dieta rica em óleo de coco não aumenta o colesterol e nem o risco de se desenvolver doença coronariana, como se imaginava, mas opostamente, o óleo tem a propriedade de aumentar a fração HDL do colesterol. Além disso, a gordura do coco leva à normalização dos lipídeos (gorduras) corporais, protege o fígado dos efeitos do álcool e aumenta a resposta imunológica contra diversos microrganismos, sendo também benéfica no combate aos fatores de risco para doenças cardiovasculares.






Com base nestes dados conclui-se que o produto não é prejudicial e, ao contrário, pode ajudar a proteger o organismo e promover a saúde.






Atualmente o óleo de coco está sendo muito utilizado como um suplemento, na sua forma natural e em cápsulas.






Cerca de 50% da gordura do coco é composta pelo ácido láurico, o seu principal ácido graxo de cadeia média, que, no corpo humano se transforma em monolaurina, um monoglicerídeo capaz de exercer ação antibacteriana, antiviral e antiprotozoária, por meio da destruição da capa lipídica de vários microorganismos, tais como: Cândida albicans, Citomegalovirus, Clamídia, Estreptococos, Giárdia, Helicobacter pylori, Herpes, entre outros.


Além do ácido láurico, cerca de 7% dos ácidos graxos do coco é composto pelo ácido cáprico, que se transforma no organismo em monocaprina, um composto também com propriedades antimicrobianas, notadamente contra o vírus HIV, a Clamídia, o ambos os tipos de herpes, simples e zoster.






Recentes pesquisas comprovam ainda que o óleo de coco pode desempenhar atividade antiinflamatória devido à sua capacidade de elevar os níveis da interleucina 10, um poderoso agente antiinflamatório. As mesmas pesquisas, ainda citam uma possível relação entre o consumo do produto e a menor incidência de câncer de mama e câncer de cólon.


O óleo é também rico em vitamina E, um grande agente antioxidante. Uma vantagem do óleo de coco é que ele se conserva por longos períodos, sem necessidade de refrigeração ou adição de produtos químicos.






Embora os estudos atuais demonstrem as propriedades nutricionais benéficas do óleo de coco, a Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda não o reconhece como um alimento funcional, e portanto, não estabeleceu a recomendação do consumo do produto e de seus componentes.






As pesquisas, no entanto, indicam que um adulto provavelmente obtém os benefícios do alimento ingerindo de 10 a 20 g de ácido láurico por dia.






Referências


BONTEMPO, M. Óleo de coco extra virgem. Disponível em: http://bit.ly/csuFaC. Acesso em: 13 de setembro de 2010.


MACHADO, G.C.; CHAVES, J.B.P.; ANTONIASSI, R. Composição em ácidos graxos e caracterização física e química de óleos hidrogenados de coco babaçu. Revista Ceres, 53(308):463-470, 2006 .ASSUNÇÃO, M.L. Alterações dos fatores de risco cardiovascular segundo o consumo de óleo de coco. Disponível em: http://en.scientificcommons.org/30094686. Acesso em: 14 de setembro de 2010.ENIG, M. G. Health and Nutritional Benefits from Coconut Oil: An Important Functional Food for the 21st Century. Presented at the AVOC Lauric Oils Symposium, Ho Chi Min City, Vietnam, 25 April 1996.





sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Propriedades do óleo de cártamo

Diversos estudos atribuem diferentes propriedades ao óleo de cártamo, especialmente na redução de tecido adiposo, contribuição para o aumento da massa magra, aumento de HDL-colesterol (lipoproteína de alta densidade) e melhora da resistência à insulina. No entanto, os mecanismos de ação e seus reais benefícios para uso clínico ainda não estão totalmente estabelecidos.



O óleo de cártamo é proveniente das sementes de uma planta oleaginosa denominada Carthamus tinctorius. Os principais ácidos graxos constituintes do óleo de cártamo são os ácidos graxos poli-insaturados ômega-6 (ácido linoleico, aproximadamente 80%) e ácidos graxos monoinsaturados ômega-9 (ácido oléico, aproximadamente 12%).


O estudo publicado por Norris et al. em 2009 demonstrou que a suplementação com 8 g/dia de óleo de cártamo durante 16 semanas diminuiu em 6,3% o tecido adiposo da região do tronco e foi observado um aumento de 1,6% na massa magra total, em mulheres na pós-menopausa com diabetes tipo 2.




Em 2011, este mesmo grupo de pesquisadores avaliou novamente a suplementação com 8 g/dia de óleo de cártamo durante 16 semanas, mas desta vez com o objetivo de investigar os efeitos sobre o perfil glicêmico, lipídico e marcadores inflamatórios. Os autores concluíram que houve alterações metabólicas benéficas após a suplementação, incluindo redução dos níveis de HbA1c (hemoglobina glicada), glicemia de jejum, melhora da sensibilidade à insulina, aumento de HDL-colesterol, bem como a diminuição dos níveis de proteína-C-reativa e adiponectina.


Segundo os autores, os efeitos significativos da suplementação com óleo de cártamo tornaram-se evidentes após 12 semanas. Os pesquisadores ressaltam, porém, que não é possível ainda distinguir mecanicamente como o ácido linoleico ou outros componentes do óleo de cártamo estão agindo para induzir esses efeitos biológicos. Além disso, ainda não foram determinados se é o óleo de cártamo como um todo ou o ácido linoleico, especificamente, que induzem os efeitos observados nesses estudos.


No Brasil, algumas cápsulas de óleo de cártamo foram notificadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) devido à presença em quantidades superiores a 70% da substância ácido linoleico conjugado (CLA). Desde 2007, a Anvisa proibiu a comercialização desta substância por não haver comprovação da segurança de uso e eficácia. Ressalta-se que o óleo de cártamo não possui ácido linoleico conjugado (CLA) em sua composição, mas ele é utilizado como matéria-prima para produção sintética de CLA.



quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O nutricionista pode prescrever fitoterápicos?

Sim. O que foi estudado é que o nutricionista devidamente capacitado, que atua individualmente ou em equipe multidisciplinar, poderá prescrever fitoterápicos, desde de que forem de origem conhecida, com rotulagem adequada às normas da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e desde que oriente o consumidor a observar as condições higiênico-sanitárias da espécie vegetal prescrita. Porém, somente as formas farmacêuticas de uso oral serão permitidas para a indicação do nutricionista, como: infusão, decocto, tintura, alcoolatura, pó, extrato seco e macerado.




Fitoterápico é o medicamento obtido exclusivamente de matérias-primas ativas vegetais, caracterizado pelo conhecimento da eficácia e dos riscos de seu uso, assim como pela reprodutibilidade e constância de sua qualidade. Dessa maneira, o CFN considera que a fitoterapia se relaciona com a nutrição, pois além das funções nutricionais que os alimentos vegetais fornecem, há também finalidades fitoterápicas, funcionais e bioativas.