quinta-feira, 19 de abril de 2012

Iogurte e Seus Benefícios à Saúde

Iogurte e Seus Benefícios à Saúde



O iogurte, definido como "o produto obtido pela fermentação lática através da ação do Lactobacillus delbrueckii ssp bulgaricus e Streptococcus thermophilus sobre o leite integral, desnatado ou padronizado" de acordo com a legislação brasileira, está presente na dieta alimentar humana desde os tempos remotos, quando a fermentação era utilizada como forma de preservação do leite (Moreira, 1999; Rodas, 2001).


A recomendação de leite e seus derivados (iogurte, queijos) é de 3 porções ao dia (Philippi et al, 2008). E, devido à alta quantidade de proteínas e cálcio em sua composição, além de suas propriedades probióticas, o iogurte propicia diversos benefícios ao organismo e é a amplamente recomendado, além de ser foco de diversos estudos e investimentos da indústria alimentícia (Raud, 2008).

Cálcio:
Uma ingestão adequada de cálcio é fundamental na manutenção da saúde óssea. (Araújo, 2001; Cardoso e Vannucci, 2006).
O leite e seus derivados, como o iogurte, são a principal fonte de cálcio nos alimentos. (Pereira et al, 2009).

Proteínas:
O iogurte é também grande fonte de proteína, que pode ser considerada o maior componente funcional e estrutural do organismo (Philipp et al, 2008, Cardoso e Vannucci, 2006).

O consumo adequado de proteína é fundamental já que este nutriente é continuamente degradado e ressintetizado pelo organismo (Cardoso e Vannucci, 2006).


Probióticos e prébióticos:
Atualmente no mercado, encontramos uma variedade de marcas e tipos de iogurtes que podem ser enriquecidos com probióticos e/ou prebióticos.


Os probióticos, termo que define os microrganismos vivos administrados em quantidades adequadas, podem conferir benefícios à saúde do hospedeiro (Food and Agriculture Organization of United Nations/World Health Organization, 2001; Raud, 2008).


Os benefícios atribuídos à ingestão de culturas probióticas que mais se destacam são: controle e estabilização da microbiota intestinal, resistência gastrintestinal à colonização por patógenos, digestão da lactose em indivíduos intolerantes à ela, estimulação do sistema imune, alívio da constipação, aumento da absorção de minerais e vitaminas (Fuller, 1989; Saad, 2006).


É importante salientar que, segundo a ANVISA, os microorganismos Lactobacillus delbrueckii (subespécie bulgaricus) e Streptococcus salivarius (subespécie thermophillus), utilizados na fabricação do iogurte, não possuem efeito probiótico cientificamente comprovado. Porém, o iogurte possui, propriedades benéficas, uma vez que durante a fermentação, a proteína, a gordura e a lactose do leite sofrem hidrólise parcial, tornando o produto facilmente digerível, sendo considerado agente regulador das funções digestivas (Rodas, 2001). A indústria alimentícia, ainda, acrescenta aditivos, como fibras e diversos outros microorganismos que podem agregar efeitos benéficos ao iogurte.(Raud, 2008; Saad, 2006).

 
Além dos probióticos, temos também os prebióticos como alimentos funcionais, que são componentes alimentares não digeríveis que afetam beneficamente o hospedeiro por estimularem seletivamente a proliferação ou atividade de populações de bactérias desejáveis no cólon que, por conseqüência, geram uma série de eventos benéficos ao organismo. Nesse grupo encontramos as fibras (Saad, 2006).


É importante lembrar que o iogurte não apresenta elevadas concentrações de fibra naturalmente. O que pode ocorrer é a adição dessas fibras durante o processo de fabricação pelas indústrias alimentícias a fim de agregar mais propriedades ao produto final (Raud, 2008).







Referências:





ARAÚJO, C. et al. O poder de cura de vitaminas, minerais e outros suplementos. Rio de Janeiro: Reader’s Digest Livros, 2001.






BRASIL. Leis, decretos, etc. Decreto nº 2.224 de 4 de junho de 1997, Diário Oficial da União, Brasília, 5 jun. l997, Seç. I, p. 11555 (altera dispositivos do Dec. nº 30.691 de 29 de março de 1952...).






Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Coordenação-Geral da Política de Alimentação e Nutrição. Guia Alimentar para a População Brasileira. Brasília, DF: 2005.






BUZINARO, Elizabeth F.; ALMEIDA, Renata N. Alves de; MAZETO, Gláucia M.F.S.. Biodisponibilidade do cálcio dietético. Arq Bras Endocrinol Metab, São Paulo, v. 50, n. 5, out. 2006 .






CARDOSO, M. A.; VANNUCCI, H. Nutrição Humana – Nutrição e Metabolismo. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.






FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED NATIONS, WORLD HEALTH ORGANIZATION. Evaluation of health and nutritional properties of probiotics in food including powder milk with live lactic acid bacteria. Córdoba, 2001.






MAHAN, L. K.; STUMP, S. E. Krause Alimentos, nutrição & dietoterapia. 10 ed. São Paulo: Roca, 2002.






MOREIRA, Silvia Regina et al. Análise microbiológica e química de iogurtes comercializados em Lavras - MG. Ciênc. Tecnol. Aliment., Campinas, v. 19, n. 1, jan. 1999 .






PEREIRA, Giselle A. P. et al . Cálcio dietético: estratégias para otimizar o consumo. Rev. Bras. Reumatol., São Paulo, v. 49, n. 2, abr. 2009 .






PHILIPPI, S. T. et al. Pirâmide dos alimentos: Fundamentos básicos da nutrição. Barueri, SP: Manole, 2008.






RAUD, Cécile. Os alimentos funcionais: a nova fronteira da indústria alimentar análise das estratégias da Danone e da Nestlé no mercado brasileiro de iogurtes. Rev. Sociol. Polit., Curitiba, v. 16, n. 31, nov. 2008 .





RODAS, Maria Auxiliadora de Brito et al. CARACTERIZAÇÃO FÍSICO-QUÍMICA, HISTOLÓGICA E VIABILIDADE DE BACTÉRIAS LÁCTICAS EM IOGURTES COM FRUTAS. Ciênc. Tecnol. Aliment., Campinas, v. 21, n. 3, dez. 2001 .






SAAD, Susana Marta Isay. Probióticos e prebióticos: o estado da arte. Rev. Bras. Cienc. Farm., São Paulo, v. 42, n. 1, mar. 2006 .






USDA - National Academy of Sciences. Institute of Medicine. Food and Nutrition Board.


Comprehensive DRI table for vitamins, minerals and macronutrients; organized by age and gender, 2004.





World Health Organization. Food and Agriculture Organization. Joint WHO/FAO expert consultation. Diet, nutrition and the prevention of chronic diseases. Geneva: WHO/FAO; 2003.






www.anvisa.org.br [acesso em 2009 jul 29].






www.batavo.com.br [acesso em 2009 jul 28].






www.danone.com.br [acesso em 2009 jul 28].






www.nestle.com.br [acesso em 2009 jul 28].



quarta-feira, 11 de abril de 2012

Receita: Farofa de semente

Farofa de sementes Funcional 
 
200GR. DE LINHAÇA
200GR.DE GERGELIM
200GR.DE GIRASSOL
200GR DE AVEIA
200GR DE SEMENTE DE MELANCIA
200GR DE SEMENTE DE ABÓBORA.
(triturar em liquidificador)


Misturar com 300 gr de avelã ou nozes picadas,guardar em recipiente escuro e com tampa e colocar na geladeira,
evitando-se a oxidação. Fazer uso de 2 colheres de sopa/dia. Misturar a líquidos, frutas ou alimentos.


Sementes e suas Funções

 
· Semente de Abóbora: antiinflamatória, vermífuga, rica em Ferro.
· Semente de Melancia: auxiliar no controle da pressão. OBS: torrar levemente e triturar ou bater a fruta com
semente.
· Semente de Melão: fonte riquíssima de CÁLCIO. Bata as sementes de melão junto com um líquido qualquer
ou com a própria fruta e coe antes de servir.
· Linhaça: rica em omega 3, antiinflamatória, auxiliar na redução de colesterol. OBS: consumir triturada.
· Gergelim: fonte de fibras, vitamina E, cálcio, cromo e lecitina principalmente. Consumir triturado.
· Aveia: fonte de fibras, melhora a flacidez muscular e é auxiliar na redução do colesterol.


Atendimento de nutrição na clínica Espaço Saúde em Jardim Camburi. Total conforto a todos pacientes.
 

sexta-feira, 30 de março de 2012

O que é ortorexia e vigorexia?

O que é ortorexia e vigorexia?

A ortorexia é um termo utilizado para o transtorno obsessivo-compulsivo caracterizado por um cuidado extremo em ingerir alimentos saudáveis, o que leva a importantes restrições dietéticas.



Os pacientes ortoréxicos excluem alimentos que eles consideram ser “impuros”, com a justificativa de que contêm herbicidas, pesticidas ou substâncias artificiais e se preocupam em excesso sobre as técnicas e materiais utilizados na preparação dos alimentos. Essa obsessão leva à perda de relações sociais e insatisfações afetivas que, por sua vez, favorece a preocupação obsessiva sobre a comida, fazendo da dieta a parte mais importante de suas vidas.

Os indivíduos com ortorexia também evitam obsessivamente os alimentos que possam conter corantes, aromatizantes, ingredientes geneticamente modificados, todos os tipos gorduras​​, alimentos que contenham muito sal ou muito açúcar. Esse distúrbio, muitas vezes, têm uma história ou características em comum com pacientes anoréxicos. Os ortoréxicos são muito cuidadosos, detalhados e bem organizados, com uma necessidade exagerada de autocuidado e proteção.

Já a vigorexia, também conhecida como dismorfia muscular ou “anorexia nervosa reversa” está associada à distorção de imagem corporal em indivíduos do sexo masculino. Esse transtorno envolve uma preocupação de não ser suficientemente forte e musculoso em todas as partes do corpo. Os indivíduos com vigorexia dedicam muitas horas de exercícios de força muscular e dietas para hipertrofia muscular. Como estão sempre insatisfeitos com sua condição física, isso acarreta em sofrimento pessoal e prejuízos na vida social.


Tanto a ortorexia quanto a vigorexia são distúrbios ainda não reconhecidos pelos manuais da DSM-IV (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders), devido à falta de estudos clínicos sobre o assunto. Trata-se de novos distúrbios que envolvem o comportamento alimentar, que vêm sendo discutidos cada vez mais entre os especialistas. Alguns estudos têm sugerido ferramentas de triagem para o diagnóstico precoce dessas doenças, mas ainda necessitam de validação clínica. De uma maneira geral, o tratamento da ortorexia e vigorexia requer uma equipe multidisciplinar, envolvendo médicos, nutricionistas, psicoterapeutas, dentre outros profissionais da saúde.

segunda-feira, 26 de março de 2012

O que é o balão gástrico?

Aprovado pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o balão gástrico é um dispositivo inserido no estômagopor meio de cirurgia. Seu objetivo é proporcionar sensação de saciedade
 
Quem pode fazer o procedimento?                       
O balão gástrico visa atender a pessoas com obesidade, ou seja, IMC (Índice de Massa Corporal) maior ou igual a 30, e que não atingiram resultados satisfatórios com dietas e medicamentos. Para calcular o IMC, divida o peso pelo quadrado da sua altura. 

Como funciona o emagrecimento?
A permanência do balão gástrico no estômago é de no máximo seis meses. Nesse período, o paciente perde em média 12% do peso inicial. Caso o nível de obesidadeseja elevado, há possibilidade de inserir um novo balão no intervalo de um mês após a retirada do primeiro.
Após o procedimento, é necessário um tratamento multidisciplinar (médicos, nutricionista, psicólogo e preparador físico), para a manutenção dos resultados alcançados.  

Quais são os efeitos colaterais?
Náuseas, vômitos e dor abdominal logo após o procedimento. 



fonte: http://www.sonutricao.com.br

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Carne Vermelha versus Carne Branca

Carne Vermelha versus Carne Branca


São muitas as contestações a respeito da ingestão de carne vermelha na alimentação humana, com restrições principalmente voltadas ao seu conteúdo de gordura saturada e colesterol. Dessa forma, o consumo de carnes brancas, como frango e peixe, acaba sendo incentivado como substituinte.






No entanto, a carne vermelha é um alimento com grandes quantidades e variedades de nutrientes, sendo riquíssima em substâncias fundamentais para o crescimento e desenvolvimento. É o alimento que contém a maior quantidade de ferro, sendo por isso muito importante na prevenção de anemia, principalmente nos grupos de risco, que incluem crianças, gestantes e idosos em geral. Além disso, é fundamental na formação do sangue e de algumas enzimas do sistema respiratório. Ainda, este alimento é rico em proteínas de alto valor biológico, essenciais para o crescimento de músculos, órgãos e tecidos em geral. O zinco, também encontrado em boa quantidade na carne de gado, é componente importantíssimo de muitas reações enzimáticas e participa do crescimento e funcionamento do sistema imunológico.


Com relação aos possíveis malefícios da carne vermelha, estes são instalados quando a ingestão é excessiva e predominantemente realizada com cortes mais gordos, que são ricos em gorduras saturadas e colesterol. Porém, se o consumo for moderado e principalmente em equilíbrio com demais tipos de alimentos, não influenciará para uma vida saudável. A ingestão deve ser feita preferencialmente com cortes mais magros (filé mignon, lagarto, patinho, etc.), deixando a picanha e carnes mais gordurosas para ocasiões esporádicas.






As carnes brancas apresentam basicamente os mesmos nutrientes da carne vermelha: proteínas de alto valor biológico, ferro, zinco, porém apresentam normalmente menores quantidades de gordura saturada e colesterol, e a digestibilidade também pode ser melhor para algumas pessoas. Além disso, o teor de ferro nas carnes brancas é inferior a carne vermelha. Os peixes, especificamente, são excelentes fontes de ácidos graxos insaturados, que apresentam importantes benefícios à saúde.


A carne suína apresenta composição nutricional bem similar à carne vermelha, porém o teor de lipídeos é bem superior, exceto no lombo, que é a parte mais magra do porco, sendo compatível com a composição lipídica do frango. O consumo de carne suína deve ser feito com moderação e alternando os demais tipos de carne (carne bovina, frango e peixe).






Dentro de uma dieta balanceada, deve-se priorizar as proteínas de alto valor biológico das carnes nas principais refeições, tendo sempre um cuidado especial com os exageros, com o excesso de gordura dos diferentes cortes e escolhendo preparações mais saudáveis, como as formas grelhadas, assadas ou cozidas.





fonte: http://www.rgnutri.com.br/

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Influência da Suplementação de Carboidratos em Atletas na Função Imune

É sabido que o exercício prolongado reduz acentuadamente os níveis de glicogênio muscular, tornando constante a preocupação com sua reposição correta. Dessa forma, a ingestão de uma dieta rica em carboidratos é fundamental para o desempenho de todas as atividades esportivas, em todos os seus níveis, mas principalmente nos exercícios de alta intensidade e longa duração (SBME, 2009).







A lesão tecidual que ocorre após o exercício intenso e prolongado provoca uma resposta de fase aguda no nosso sistema imunológico (NIEMAN; BISHOP, 2006), caracterizada pela liberação de citocinas pró inflamatórias e fator de necrose tumoral, sendo que essas atuam sinergisticamente. Além disso, citocinas pró inflamatórias liberadas em resposta à lesão muscular induzida pelo exercício exaustivo estimulam o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA), sendo que isto promove aumento da liberação do cortisol ao mesmo tempo em que limita a liberação de interleucinas (NIEMAN; BISHOP, 2006). É válido ressaltar que a diminuição da concentração plasmática de glicose está relacionada com a ativação do eixo HHA e o subsequente aumento da síntese e liberação de cortisol (NIEMAN; BISHOP, 2006).






Uma série de intervenções nutricionais tem sido testada com o intuito de modular os efeitos induzidos pelo exercício intenso e prolongado sobre a resposta inflamatória e imune, sendo que os resultados mais positivos são observados com a suplementação de carboidratos (NIEMAN; BISHOP, 2006; NIEMAN, 2007; MENDES et al, 2009). Alguns estudos recentes têm relacionado a ingestão de carboidratos durante o exercício de resistência aeróbica a fatores tais como: redução das respostas do cortisol, menor perturbação da contagem do número de células do sistema imune no sangue e diminuição da atividade fagocitária e oxidativa dos granulócitos e monócitos (NIEMAN, 2003; NIEMAN, 2007; MENDES et al, 2009).






Em um estudo recente feito com 16 judocas, foi observado que a ingestão de bebida carboidratada pelos atletas durante uma sessão de treino resultou em uma possível proteção à saúde imunológica dos atletas (MENDES et al, 2009). Em um outro estudo realizado com dez triatletas foi avaliado o efeito do exercício e da ingestão de uma bebida contendo carboidrato (6%) versus placebo sobre a resposta imune após 2,5h de corrida ou ciclismo. Foi observado que a ingestão de carboidrato, mas não a modalidade de exercício, influenciou significativamente as respostas plasmáticas de glicose e hormônios, promovendo diminuição das alterações na contagem de leucócitos e de citocinas no sangue (HENSON et al, 1999).






Sendo assim, estes estudos indicam que atletas que utilizam desta estratégia nutricional em exercícios prolongado e intensos podem minimizar o estresse fisiológico e, com isso, proteger o sistema imunológico.




Fonte: http://www.rgnutri.com.br/


Referências


BISHOP, N.C., BLANNIN, A.K., ROBSON, P.J., WALSH N.P., GLEESON, M. The effects of carbohydrate supplementation on immune responses to a soccer-specific exercise protocol. J Sports Sci. v 17, n 10, p 787-96, 1999.






HENSON, D.A., NIEMAN, D.C., BLODGETT, A.D., BUTTERWORTH, D.E., UTTER, A., DAVIS, J.M., et al. Influence of exercise mode and carbohydrate on the immune response to prolonged exercise. Int J Sport Nutr, v 9, p 213-28, 1999.






MENDES, E.L., BRITO, C.J., BATISTA, E.S., SILVA, C.H.O., PAULA, S.O., NATALI, A.J. Influência da suplementação de carboidrato na função imune de judocas durante o treinamento. Rev Bras Med, v 15, n 1, p 58-61, 2009.






NIEMAN, D.C., HENSON, D.A., SMITH, L.L., UTTER, A.C., VINCI, D.M., DAVIS, J.M., et al. Cytokine changes after a marathon race. J Appl Physiol, v 91, n 1, p 109-14, 2001.






NIEMAN, D.C. Current perspective on exercise immunology. Curr Sports Med Rep, v 2, n 5, p 239-42, 2003.






NIEMAN, D.C., BISHOP, N.C. Nutritional strategies to counter stress to the immune system athletes, with special reference to football. J Sports Sci, v 24, p 763-72, 2006.






NIEMAN, D.C. Marathon training and immune function. Sports Med, v 37, p 412-5, 2007.






HERNADEZ, A.J., NAHAS, R.M. Modificações dietéticas, reposição hídrica, suplementos alimentares e drogas: comprovação de ação ergogênica e potenciais riscos para a saúde. Rev Bras Med Esporte, v 15, n 3, p 3-12, 2009.

















domingo, 5 de fevereiro de 2012

Que alimentos podem ajudar no ganho de massa muscular para quem pratica musculação?

O ganho de massa muscular está relacionado com o consumo de proteínas. A proteína tem a função de fazer o reparo de lesões induzidas pelo exercício nas fibras musculares. O organismo usa pequena quantidade de proteína também como fonte de energia durante a atividade física.







Como vimos, as necessidades protéicas de um atleta são maiores do que um indivíduo sedentário. Portanto, o consumo de alimentos ricos em proteínas pode, teoricamente, aumentar seu ganho de massa muscular. No entanto, o aumento do consumo de proteína deve ser supervisionado por nutricionista especializado para se evitar conseqüências não desejadas.





Bibliografia (s)
Guerra I. Importância da alimentação do atleta visando a melhora da performance. Nutrição em Pauta. 2002;X(55):63-6.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Açaí

O Açaí, Sua História e Seu Papel na Nutrição



O Euterpe oleracea Mart. ou açaizeiro é uma palmeira cujo fruto é o Açaí. É uma espécie nativa da Amazônia, encontrada em terrenos de várzea, igapós ou terra firme. No Brasil, consome-se o palmito de açaizeiro ou mesmo o fruto, que é utilizado na forma de sucos, vinhos, sorvetes, cremes ou mesmo na forma in natura (Silva e Silva et al, 2007). O açaizeiro pode ser utilizado não só na alimentação, mas também na produção de celulose, fabricação de ração animal, medicina caseira e corante natural. No entanto, o fruto e o palmito (substituto do palmiteiro) são o potencial econômico deste vegetal.



A obtenção da polpa do fruto é feita de forma artesanal e com baixo índice tecnológico. Esmaga-se e filtra-se o fruto, através de peneira fina, utilizando-se água em quantidades variadas, dependendo do produto desejado (Pereira et al, 2002).



Na Amazônia, a forma mais tradicional de consumir o açaí é gelado com farinha de mandioca ou tapioca. Um peixe assado ou camarão podem acompanhar. Mas o suco grosso, na forma de creme acompanhado de frutas como a banana, com granola ou até mesmo batido com iogurte natural, são outras maneiras deliciosas de consumir este alimento.


A produção de Açaí no Amazonas está na ordem de 1.100 toneladas, com valor de aproximadamente R$635mil por ano, segundo dados do IBGE em 2002. Mas o cultivo deste alimento tem saído dos limites da Amazônia, e crescido em outras regiões do Brasil, e o Pará é o principal produtor atualmente



O açaí é considerado um dos frutos mais nutritivos cultivados na Amazônia. De acordo com Pereira et al (2002) a polpa do açaí é fonte de α-tocoferol (vitamina E), fibras, cálcio, magnésio e potássio. Destaca-se quanto ao teor de lipídios, fornecendo aproximadamente 65% das necessidades de um homem adulto. São ácidos graxos de boa qualidade, 60% monoinsaturados e 13% polinsaturados. Já o fornecimento de proteínas varia entre 25-65%. No entanto, é pobre em açúcares totais.



Informações nutricionais por 100g de polpa de açaí
Calorias 490kcal
Proteínas

13g
Lipídios
48g
Açúcares totais
1,5g
Fibra


34g



Cálcio
286mg


Ferro
1,5g


Potássio
932mg


Fósforo
124mg



Magnésio

174mg

Vitamina E

45mg


Fonte: Embrapa, 2007






O açaí é fonte de antocianinas, pigmentos naturais, pertencentes à família dos flavonóides e responsáveis pela coloração do açaí e por seu poder antioxidante.


A pasteurização (procedimento para esterilização por aquecimento e resfriamento rápido do líquido) da polpa de açaí é imprescindível para a segurança do produto, visto que doenças por protozoários podem ser transmitidas devido à falta deste cuidado. A Doença de Chagas é um exemplo. Transmitida pelo inseto barbeiro, o protozoário Trypanossoma cruzi, entra na corrente sangüínea causando infecções e até morte. O barbeiro faz ninho nas folhas do açaizeiro e quando é feita a colheita, o inseto é levado junto com o fruto e triturado na produção da polpa. Estima-se que, a cada ano, 33 mil pessoas sejam infectadas pela doença, principalmente na ingestão de açaí ou caldo de cana. A maior incidência está no norte do país, região onde o consumo de açaí é alto (Jornal UnB, 2005; Jornal UNICAMP, 2005).



Desta forma, a pasteurização do açaí antes da sua venda é necessária, visto que só o congelamento do produto não mata o protozoário. É preferível, portanto, não comprar a polpa de açaí se não souber se esta sofreu a pasteurização.



O açaí é uma gostosa mania nacional de grande importância na economia de nosso país. É altamente nutritivo, porém é calórico (devido ao alto teor de lipídeos), devendo ser consumido em quantidades moderadas.





quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A Cor do Verão: Como a Nutrição Pode Ajudar no Bronzeado

Com a chegada da estação mais quente do ano, os ânimos se elevam e a vontade de estar com corpo bronzeado também aumenta. É tempo de sol, praia e piscina e por isso, os cuidados com a saúde da pele devem ser redobrados.







Muito se fala sobre os perigos da exposição excessiva ao sol e as pessoas acabam se esquecendo de que o sol é um grande aliado do nosso organismo. São os raios ultravioletas B os responsáveis pela transformação da 7-dehidrocolesterol em colecalciferol, a forma da vitamina D que é absorvível pelo organismo. (BANDEIRA et al., 2006). A vitamina D, juntamente com o cálcio e o fósforo, é responsável pela manutenção de ossos e dentes saudáveis. Também é essencial para a diferenciação celular, para a manutenção funcional das membranas, assim como para as funções de vários órgãos , inclusive pele, músculos, pâncreas, nervos, glândula paratireóide e sistema imunológico. (MAHAN e STUMP, 2005)






No entanto, é bem verdade que o sol também pode levar a efeitos deletérios ao homem. A exposição excessiva causa queimaduras, envelhecimento precoce e câncer de pele.






É possível adquirir um bronzeado sem agredir a pele e a saúde?






A nutrição pode ser aliada à beleza da pele e garantir um bronzeado saudável, mais uniforme e duradouro.






Alguns nutrientes e substâncias presentes nos alimentos estão fortemente associados à renovação celular, pigmentação e foto proteção da pele. Abaixo se destacam os principais e os seus respectivos benefícios:






•Carotenóides: são pigmentos de plantas, amarelos, laranjas e vermelhos. Há mais de 600 encontrados naturalmente. Estudos têm mostrado um efeito fotoprotetor, reduzindo a sensibilidade da pele às queimaduras solares (BOELSMA et al., 2001; ALALUF et al., 2002). Este efeito pode estar relacionado à sua capacidade de estimular a produção de melanina.


Fontes alimentares: vegetais folhosos verde-escuros, nos vegetais e frutas amarelo-alaranjados (as cores mais escuras estão associadas a níveis mais altos de carotenóide) - cenoura, espinafre, abóbora, damasco, batata doce, mamão.






•Vitamina A: atua na produção de pigmentos visuais, diferenciação celular, desenvolvimento e manutenção do tecido epitelial. Essas funções podem ser satisfeitas com a ingestão de carotenóides (pró-vitamina A).


Fontes alimentares: origem animal, fígado, leite e ovos.






•Vitaminas C e E: poderosos antioxidantes, reduzem o efeito do oxigênio livre (radicais livres) produzidos pela radiação solar. Retardam o envelhecimento da pele.


Fontes alimentares: laranja, limão, acerola, kiwi, abacaxi (vitamina C); amêndoas secas, óleos vegetais, abacate (vitamina E).






E como agem as cápsulas que são vendidas em farmácias? Funcionam?

Estudos propõem que o uso de cápsulas e/ou suplementação de carotenóides e vitaminas (A, C e E) possam atuar na foto proteção, com diminuição do grau de vermelhidão após a exposição solar e manutenção de uma pele mais saudável e jovem.






Em um estudo, pacientes ingeriram cerca de 3mg de caroteno e 3mg de licopeno e não apresentaram descoloração da pele quando comparados ao grupo controle sem suplementação (GOLLNICK et al).






Assim, a exposição moderada ao sol, sobretudo evitando os horários compreendidos entre 10 e 16 horas traz benefícios à saúde e ainda auxilia o bronzeado tão desejado no verão. Associe aos ao banho de sol, uma dieta com alimentos ricos em vitaminas com propriedades antioxidantes (C e E) e ricos em carotenóides, que irão conferir proteção à sua pele e bronzeamento gradativo com foto proteção.





sexta-feira, 13 de janeiro de 2012